Cá Estamos, 33

Passaram alguns dias desde a última entrada e cá estamos, não há melhor resposta para dar. Também não há pior!
Houve gente extraordinária que falou, outros que se sentiram identificados na mensagem e muita, mas muita empatia. A todos, obrigado. A todos, a minha porta também está aberta!

Pois, bem. Hoje faço anos (e o meu irmão) – trinta e três deles e não pensava que os ia celebrar desta maneira: fechado em casa por causa de um vírus; longe das histórias da minha família sobre a minha infância, e que nunca me canso de ouvir e longe de amigos e colegas de trabalho que tiram uns segundos para nos dar os parabéns porque recebem a notificação!, e a habituar-me à medicação para voltar a funcionar.

Aos 33 anos, comecei a tomar um ansiolítico e um antidepressivo, e vou roubar as palavras a uma amiga: se soubesse, tinha começado mais cedo.
E tinha!
Sabem aquele animal mal tratado que estranha quando uma família boa o acolhe e foge quando leva festinhas? Sou eu a sentir zero ansiedade no corpo. Anos e anos e anos a sentir os pesos, as correntes, os arrepios, as dores de barriga, as faltas de ar, entre outras coisas para agora estranhar sentir-me… normal. É triste, não é?
Volta e meia penso em coisas más, mas sinto que não me demoro nelas e é-me mais fácil descolar, mas é um processo e nem tudo são rosas…

Há efeitos secundários que variam de pessoa para pessoa, os meus são poucos, mas um deles veio lixar-me o sono. Agora demoro imenso a adormecer e acordo facilmente. Acordo cansado, mas rapidamente passa. Adormecer em cinco minutos? Esquece lá isso, homem, mas a ver se falo com a doutora para ajustar.
Sinto dificuldade em chorar! É possível que não tenha motivos para tal, mas estou a testar-me com séries japonesas a ver se saem algumas lágrimas.
The Last of Us 2 fez-me quase, quase. ainda assim… E Hamilton!
Há dias em que estou super eléctrico, a fazer imensas coisas por casa como a mudar salas e escritórios, mas também já houve dias em que estava mole e o mundo movia-se bem mais rápido do que eu. Nesses dias só consigo ficar no sofá a vegetar até ter energia para existir.
Não posso beber álcool, mas pronto, detalhes…

Dito isto, a medicação sozinha ajuda na hora, mas não resolve tudo! Se possível, continuem com ou comecem a ser acompanhados por um profissional. E por favor, mudem o que está mal na vossa vida.

Mas hoje foi um bom dia: mensagens bonitas, mudanças, muita comida e um bolo. Também encontrei o meu LiveJournal, Fotolog e o meu primeiro blogue e estive a ler as alarvidades que escrevia quando era uma criança ainda mais parva, mas irei escrever sobre isso. Zero saudosismo, ainda assim.

Para terminar, fiquem com uma foto tirada há minutos por pentear, barbear e com muito calor. Dá para usar no CV?

 

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