Backlog | A Decisão

Ao longo dos anos, tenho vindo a coleccionar (armazenar) jogos e o espaço começa a ser limitado. Quem diz espaço, diz paciência e vontade para manter uma colecção sem foco. Às tantas, acabei por catalogar todos os jogos que tinha e deparei-me com 149 jogos por terminar.
Segundo um site de estatística, o How Long to Beat, o tempo necessário para terminar estes 149 jogos seria uns 182 dias, mais coisa, menos coisa. Isto a jogar tudo de seguida.
Ora, é lógico que não o farei porque tenho de ter tempo para existir, ser um adulto responsável e funcional e, vá, socializar… No entanto, achei um desafio brutal: terminar o backlog.

Mas como é que isto aconteceu?
Promoções, lojas de usados, compras impulsivas, repetir jogos e escrever análises. Detalhes que contribuíram para o aumento da colecção e para a redução do tempo que podia dedicar a desbastar as compras.
Era, e é, difícil controlar-me quando via um “mega desconto”. Ainda há dias fui às compras de comida e trouxe dois jogos para a Nintendo Switch por serem “raros” e não os voltar a encontrar àquele preço. Enfim, a hipocrisia…

Depois, as minhas participações em vários sites de jogos; se é um privilégio jogar e analisar os melhores títulos antes de serem lançados e ver o nosso nome e trabalho a serem reconhecidos, também temos de jogar e escrever sobre muita palha. Palha que, tal como o grão, nos vai enchendo o papo. E os nossos jogos ficam para trás…

Não são 150 como os Pokémon, mas são 149 jogos que faço questão de terminar antes de 2022 ou antes de falecer. O que vier primeiro, a sério.
Irei relatar o meu progresso nesta nova secção do Per Nebulae, com análises curtas e, talvez, experimentar fazer stream ou narrar a aventura. Se quiserem ler e ver figuras tristes, estão bem entregues.

Prós:

  • Conhecer novos jogos, de vários géneros, períodos de tempo e consolas diferentes;
  • Explorar novas estórias e mecânicas;
  • Continuar a escrever, mas em nome próprio e com a minha voz!;
  • Desbastar o “entulho”;
  • Se não gostar de algum, posso recuperar o dinheiro ou oferecer a alguém;
  • Deixar a Marie Kondo orgulhosa.

Contras:

  • Muitas coisas vão ficar para trás, como o Writober 2020, a revisão do manuscrito que não estava a dar “pica” (talvez volte a dar?), a leitura regular (audiobooks, talvez?), séries e filmes que apenas enchiam os buracos sem nada para fazer;
  • Terei de reduzir ou interromper as minhas contribuições nos vários sites de jogos.

Assim, assim:

  • Com o tempo que vou demorar, vou juntando uns bons euros para uma das consolas da próxima geração!

E será que, com este desafio, irei deixar de comprar jogos? É bem provável que não, o que só irá tornar o desafio no castigo de Sísifo – aquele senhor que carregava uma pedra monte acima, para esta descer perto do topo, e obrigá-lo a repetir o castigo para toda a eternidade.

Vamos a isto?

Nem parece muita coisa…

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