Baldur’s Gate e Baldur’s Gate II: Enhanced Editions | Nintendo Switch

Admito a batota; já tinha terminado o primeiro Baldur’s quando comecei este desafio, mas a sequela e a expansão só foram terminadas há dois dias, portanto conta, deixem-me.
A minha aventura com a série começou em 2010, quando instalei o primeiro jogo num domingo de junho. Não o joguei porque a minha mãe faleceu nesse dia e nunca mais voltei ao jogo. Entretanto, a Beamdog lançou as versões melhoradas e ainda tentei uma vez ou outra, mas não fiz grandes progressos.

Até que saiu nas consolas e consegui esta compilação para a Nintendo Switch. Aproveitei-me da portabilidade e de uma promoção para finalmente riscar este clássico da lista; e uma coisa dos clássicos é que às vezes são sobrevalorizados por serem… clássicos.
Felizmente os dois Baldur’s Gate foram excepção a esta minha regra e adorei-os, também por reconhecer as influências em alguns dos jogos que adoro hoje, como um Mass Effect, Dragon Age etc.
E isso deixou-me triste porque o estúdio deixou de ser o que era – sinónimo de qualidade.

Go for the eyes, Boo!

Gostei dos Baldur’s! Gostei bastante e gostei mais porque joguei no modo mais fácil (Story Mode) para desfrutar da estória, sem ter de me preocupar com a microgestão do combate. E convenhamos, lidar com tantos menus e estatísticas no pequeno ecrã da Switch seria para aumentar as minhas dioptrias.
Piadolas à parte, podem aumentar o tamanho das letras porque vão ler muito e ainda bem, porque a escrita é das melhores partes destes jogos; da campanha às missões secundárias, sem esquecer os bitaites dos companheiros.
Deu-me um gozo tremendo armar-me em pequeno deus e desancar tudo pela frente, sem me preocupar e frustrar por não conseguir avançar.

Outra confissão: nunca joguei Dungeons & Dragons nem li nada do universo de Forgotten Realms, assim que entrei a seco, que é a melhor maneira de jogarmos estes épicos.
Começamos a primeira parte na fortaleza de Candlekeep, onde criamos a nossa personagem e temos a primeira introdução ao lore. Não demora até começarmos a jornada do herói, com direito a um velho ancião e tudo, só que as coisas não correm como esperado e acabamos com uma mão atrás e outra à frente.
À boa maneira dos RPG, o nosso bando vê-se em aventuras inusitadas enquanto investiga a escassez de ferro na região de Sword Coast, até chegarmos à cidade de Baldur’s Gate. A nós, junta-se uma dezena de aventureiros com as suas personalidades e preocupações; se alguns tiveram curtas passagens, outros acabaram por marcar e surgir noutros jogos futuros, olá Boo.
Avançamos por intrigas, conspirações e revelações, contra bandos e hordas de monstros, lentamente a moldar o rumo da narrativa e o destino do nosso Ward.

Também fui às expansões que me deram mais horas de aventuras, mas só peguei na sequela neste Setembro quando comecei o desafio.
O jogo abre quase a seguir ao final de uma das expansões (criada de origem pela Beamdog) e leva-nos a explorar a enorme cidade de Amn, em busca da nossa companheira Imoen raptada por Irenicus.
Importamos o save da prequela e isso inclui a nossa fama – somos perseguidos, julgados e temidos e há sempre uma lâmina apontada a nós por causa da nossa ascendência. Embora não possa desenvolver, a última expansão a concluir a saga foca-se bastante neste detalhe.

Eu sei, eu sei, mas estou a ser vago de propósito. Não gosto de mergulhar nas estórias nas análises porque: a) não quero dar spoilers e b) não vos quero influenciar ou afastar; posso gostar, vocês podem não gostar. É um detalhe subjectivo, mas se gostarem de RPG e quiserem espreitar um dos avôs do género, não há que enganar com Baldur’s Gate.
Mas quero dizer outra coisa: diz-se que o melhor é o Baldur’s II por melhorar a prequela em todos os aspectos possíveis, mas eu gostei muito mais do primeiro!
Como joguei as versões melhoradas, não testemunhei aquele salto tecnológico da altura (algo que não se repetirá com as gerações actuais de consolas), portanto só posso ir pela estória e achei o primeiro Baldur’s mais épico! O II podia bem ser uma expansão ou sidequest, enquanto a última expansão podia ser a estória principal, mas se a minha avó tivesse rodas seria um camião.
O aspecto “antiquado” não é impedimento para apreciar estes jogos e há tanto para amar aqui: a jogabilidade táctica que chega a ser caótica com tanto a acontecer no ecrã, a banda sonora épica, como desenvolvemos a personalidade do Ward e como o mundo reage e até as poucas sequências animadas que transpiram anos 90.
É preciso alguma paciência e abertura de mente para esta viagem ao passado, mas são pontos de paragem obrigatórios nesta romaria do género RPG.

Tentem lá gerir isto tudo na Switch…

Obrigado pelos ports; nem estavam maus, tendo em conta a idade dos jogos. Tive zero problemas na primeira parte, mas a expansão da segunda encravou bastantes vezes e tive dois bugs que me impediram de avançar – tenham vários saves!
Agora que os risquei da lista e aprovei estes clássicos, vou: avançar para as versões melhoradas do Planescape: Torment/Icewind Dale; Neverwinter Nights e, claro, o Baldur’s Gate III por sair! Já agora, e por que não o Divinity: Original Sin II? (Também analisei o Pillars of Eternity, mas estava um horror técnico na Switch, uma pena porque estava a adorar a estória…, ou já o melhoraram?)

Me so ominous!

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