The Wonderful 101: Remastered | Nintendo Switch

Tinha este jogo na Wii U, mas nunca o joguei (que novidade) e quando surgiu a oportunidade de apoiar a versão remasterizada, com direito a capinha exclusiva, nem pensei duas vezes: vendi a edição antiga e mandei vir a nova que joguei quase de imediato para este desafio.

Não tenho bem a certeza se gostei deste The Wonderful 101; costumo gostar dos jogos da PlatinumGames com todos os seus defeitos e peculiaridades, mas este não me aqueceu nem arrefeceu. E pensando melhor na coisa: nem sei por que raio o tinha na Wii U; não é dos meus géneros favoritos nem nada, portanto só podia estar na colecção mesmo pela Platinum.
E como nenhum estúdio é infalível, há sempre uns menos bons no reportório, como é o caso deste.

É tudo muito brilhante, menos em modo portátil.

O jogo é muito tolo e nada original, mas que não o quer ser porque pega no enredo mais batido e tanta vez utilizado em cinema, televisão, jogos e livros para nos meter a controlar não um super-herói, mas cem ou cento e um, contra uma invasão de aliens! Na verdade, são muito menos do que isso; controlamos perto de sete personagens com habilidades únicas e os outros são clones que andam atrás para serem usados com a habilidade Unite, transformando-se em armas ou em partes do cenário. Funciona – bem, q.b. É muito fixe termos uma multidão composta por personagens excêntricas, como um Wonder-Cerveja, mas não acrescentam nada ao jogo, apenas existem para justificarem o nome 101. Imaginem se o Pikmin tivesse um filho com o Viewtiful Joe e a Bayonetta estivesse a mandar bitaites.
O jogo deixou-me meh e receei não gostar de Viewtiful e de Pikmin, mas como passei logo para o Pikmin 3 e estou a gostar, o problema é mesmo do Wonderful.

O jogo tenta fazer muita coisa ao mesmo tempo, tem laivos de estratégia, é um fighter, é um shooter on rails, é um shmup etc, mas não capricha em nada em particular. É um jack of all trades and master of none.
Nada maravilhoso, vai de razoável a mau no nível técnico: má câmara, maus controlos, a detecção dos desenhos não é eficiente e os loadings não são os mais rápidos.
Se os gráficos são competentes de um modo geral, quando surgem os retratos das personagens durante os diálogos, nota-se a má qualidade e a pixelização. The Wonderful 101 funcionaria tão bem em anime!, até porque é um género que parodia, assim como o dos Power Rangers, entre outros.

E é aí que vence, na minha opinião. Quando me começo a cansar de um nível, começam as sequências épicas com a excelente banda-sonora que reuniu tantos nomes famosos como modos de jogo, mas esta saiu vencedora.
Temos os discursos, as situações de derrota iminente, as reviravoltas e começa o tema principal, o herói saca de um truque da manga e sai vencedor. Clichés e tropes gastas e para lá de gastas, mas que caio sempre, mas sempre. Por alguma razão é que continuo a ver One Piece passada uma década… Sou fácil.

Kapow!

O jogo também não é longo e com vários modos de dificuldade, optei pelo mais fácil para despachar a coisa, mas ainda assim senti-me perdido porque o jogo é mau em explicar-se.
Ainda vou ver se fico com o jogo pela edição especial ou se me desfaço dele, mas é pena: para um jogo que queria ser mais, também esperava mais dele…

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