Fora de Series | Algumas Impressões

Fiquem a saber que estive vários minutos a pensar num trocadilho para este artigo, e depois de passear pelo Priberam, lá me decidi por este.
A partir daqui, será sempre a descer:

Passou uma semana e umas pilhas descarregadas desde que a nova consola da Microsoft, a Series X, me chegou a casa – e mais cedo do que o previsto! Desta vez, a Worten portou-se mesmo bem; já o senhor carteiro parece que se andou a roçar num dos cantos da caixa. E falando na caixa, esta é um mimo daqueles! Não o exterior genérico para expor nas lojas, mas aquele interior e como tudo veio embalado.
Ainda guardo a caixa da minha Xbox 360 e se houve algo que não mudou, foi o cuidado de acomodar tudo em segurança, primando pela estética e com espaço para nos deixarem uma mensagem de boas-vindas.

Em tempos de COVID, até se desinfectou a caixa!

O meu primeiro contacto com uma Xbox foi no Modelo do Montijo, onde joguei Halo e participei num concurso para ganhar a dita cuja. Sonhava agarrar naquele comando grande e pesado (tirem a cabeça da sarjeta!) para voltar ao Halo. Só isso, porque não sabia o que mais havia na consola.
Não ganhei e acabei por ter uma PS2, a escolha mais óbvia para um fã inveterado de JRPG, com acesso a um Swap Magic e a um gravador de DVD.
Mas tive uma Xbox 360 quando vendi a Wii. Sim, vendi uma Wii, com um Twilight Princess e um Mario Galaxy! Era novo, parvo, impulsivo e queria jogar na nova televisão que o meu pai tinha comprado. Aqui entre nós: foi a melhor asneira que fiz. Essa troca e baldroca valeu-me uma ludoteca para além de Halo, com Gears of War, Mass Effect, Dragon Age, Lost Odyssey, entre outros!
E foi com esta consola que comecei a minha “carreira” de pessoa que manda bitaites sobre jogos, ao ser convidado para os lançamentos do Gears 2 e do Fable 2. Confere: sou velho!

Mas não tive uma Xbox One por achar a consola feia (parecia o meu antigo leitor de VHS), porque a sua apresentação foi um desastre e porque o Don Mattrick foi das piores coisas que aconteceu à marca – opinião pessoal, mas agora está em boas mãos. Não se preocupem, achei o mesmo da PS3 para dar o salto.
Do início: quando me perguntam porque fui para a X, e não para a PS5, esta é a minha resposta automática: a consola é muito mais gira do que a rival. Se soa a fútil, é porque o é, mas pensem comigo: mudariam para uma casa de que não gostassem?; para um bairro com mau aspecto?; comprariam um carro ou peça de roupa feia? Mau exemplo, se formos pelas pessoas que esgotaram os ténis do Lidl… Resumindo e baralhando, se vou investir bom dinheiro, convém gostar do que vejo durante os próximos anos e volto a pensar na outra quando ou se sair uma versão Slim, porque cadê espaço na sala?
Depois, ponderei entre a versão digital e com leitor físico, mas como já tenho vários jogos que quero revisitar, foi a opção com mais sentido. E também tenho a agradecer ao pessoal do Twitter (olá, Mito! e Dummies!) por me ter ajudado nesta escolha. Por último, ela fica tão bem em pé que é a minha primeira consola exposta assim; sempre tive receio que caíssem ou que o gato fosse lá. Esse medo ainda me assiste e com aquelas grelhas, o bicho ainda pode ter ideias… Termina com o ícone do logo iluminado que nos pisca no arranque, com um olá curto, mas simpático.

Olá!

A beleza interior é a mais importante!
Concordo; se formos pelas especificações e potência debaixo do capô, entendo zero; se formos pelos exclusivos, a consola da Sony dá quinze a zero com um Demon’s Souls lindão, ao passo que as Series viram o seu Halo adiado. Também vou chorar um Final Fantasy XVI e as continuações do remake do VII, mas não se pode tetudo nesta vida, não é?
Agora, se formos pelos serviços que oferecem, é uma flawless victory com o Xbox Game Pass e a enorme colecção de jogos retrocompatíveis que vão até à primeira geração da Microsoft.

Mas, ó André, compraste uma máquina potente com tantos teracoisos para jogares jogos antigos?

Não! Sim!; Quer dizer: posso jogar jogos antigos, mas otimizados pela consola com o Auto HDR; o que quer dizer que aqueles que já eram feios, continuam feios, mas mais rápidos e com menos erros e mais acessíveis!
Sendo franco, e a virar frangos há já muitos anos, isto não devia ser um gimmick, mas algo básico em consolas recentes, só que há quem prefira sentar-se em ovos de ouro até apodrecerem, em vez de nos deixarem jogar. Não devem gostar de dinheiro…
E como estou numa de limpar o backlog e muitos dos jogos estão por aqui, é juntar o útil ao agradável para não andar a trocar de consolas, cabos e caixas, mas também joguei e quero jogar jogos novos!
Já passaram pela consola o Fallen Order, Battlefront II, Katana Zero, Gato Roboto, Carrion, Streets of Rage 4, Metro 2033, Tomb Raider, Arslan, Kingdom Hearts, Ori e Devil May Cry 5 – sem qualquer ordem em especial e irei falar de alguns nas devidas análises.
E alternar entre estes jogos com o Quick Resume ou com loadings de segundos é algo que só é possível nesta geração; um ponto super negativo porque já não consigo ir às redes sociais enquanto o jogo carrega.
Também passei a usar a consola como centro de multimédia, desde ver anime online à Netflix, pela qualidade visual e sonora brutal! Falando em sons, já tinha saudades da notificação dos Achievements

Sinto-me atacado.

E o comando?
Os meus da 360 têm anos de uso e ainda os ligo ao computador e à Nintendo Switch. Os da Series também funcionam e, a par com os Pro Controller da Wii U, são os comandos mais confortáveis, ergonómicos e práticos – só é pena ainda usarem pilhas… Estes só podem ser uma evolução natural do que já estava habituado, agora espero é não ter drift…

Também tive algumas experiências negativas, principalmente porque é uma consola recente e de que sei muito pouco/sou picuinhas:
a) O pó! A consola é preta e nota-se bastante por mais que o limpe. Já basta eu ser alérgico ao bicho…
b) Usar os auscultadores não é tão intuitivo como nas outras consolas e não percebo porquê…
c) Já falei das pilhas?
d) O meu ecrã pisca um verde muito rápido antes de começar jogos/apps em HDR. Primeiro, morri com mini-ataques cardíacos, mas depois li que era normal quando o ecrã passa para o modo HDR; há uns que piscam branco, outros negro que não se nota e a mim calhou-me o verde.
e) Os botões confundem-me! OK, este ponto negativo deve-se mais à minha estupidez, mas nada que uma ginástica mental de meses não resolva, mas parar durante um QTE para ver os botões é um atrofio.
f) O Kingdom Hearts Birth by Sleep tem uns soluços sonoros aleatórios que não acontecem com auscultadores…
g) Não gosto do nome. Com a PlayStation é simples: o cinco vem depois do quatro e já sabemos que uma é mais poderosa do que a outra. Aqui saltámos da primeira para a 360, para a One, para a One e derivados, agora para as Series, mas ei, não é a única a pecar! Estou a olhar para ti também, Nintendo, com as tuas New, Lite, 2, 3, i, U etc.

E é isto, o início de uma nova aventura (impulsiva) e a primeira parte de várias com a Series X.
Não serão regulares porque estou a trabalhar no backlog, mas fiquem por aí!

Obrigado por terem lido.

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