Eu, Star Wars e o Game Pass

Numa galáxia muito, muito distante, o legado dos jogos de vídeo de Star Wars estaria nas mãos de outros estúdios mais habituados a experiências narrativas, estórias de mundos abertos ou lineares e com foco em personagens e momentos, mas nesta galáxia, a rifa saiu à Electronic Arts, uma empresa conhecida por sugar a alma dos estúdios comprados.
Jogos cancelados, loot boxes, práticas e comentários duvidosos em redes sociais à parte, até que tivemos alguns lançamentos que foram de decentes a bons, só que como desconfiava das suas qualidades para investir o meu tempo e dinheiro na altura, deixei-os passar até à Series X, onde pude aproveitar o Game Pass para jogar e terminar ambos os Star Wars Jedi: Fallen Order e Star Wars Battlefront II, mas não o I por não ter estória.

Cute, the Dark Side is.

Battlefront II é um shooter online, com uma curta campanha que colaram para treinarmos para o multiplayer. E como não tenho interesse na segunda parte, serviu o seu propósito e desinstalei. Mas não pedia maior porque não houve momentos mortos desde o início (momentos antes da conclusão do sexto filme, O Regresso de Jedi) até ao final que liga e explica algumas coisas d‘O Despertar da Força (através da expansão gratuita).
Apesar de a personagem principal ser a Iden Versio, e de o jogo arriscar em mostrar o lado do Império, saltamos entre os vários heróis da saga para nos habituarmos às várias mecânicas, que também inclui pilotar os vários veículos e naves espaciais – que sonho voar num TIE Fighter!
Na primeira ou na terceira pessoa, o jogo vence por nos imergir no ambiente dos filmes; nas florestas de Endor, nas ruas de Naboo, no caos do espaço ou dos campos de asteroides; sentia-me a viver aquelas aventuras épicas que começaram quando o tema de John Williams me acordou numa noite, há muito, muito tempo, quando era um puto.
Só que rapidamente caía na realidade de estar a jogar um jogo apenas mediano porque o resto era meh, desde o combate à Inteligência Artificial que tinha ataques epilépticos quando tinha de procurar cobertura.
Não me admirava que o jogo tivesse sido feito às três pancadas, quando o foco era o online…
Agora, só quero que o Squadrons chegue ao Game Pass!

Já o Fallen Order era aquilo que procurava: uma aventura no recreio de Star Wars que explora o lore para além dos Skywalker (bem, mais ou menos, mas detalhes…); um universo tão vasto e acabamos sempre no mesmo; por isso é que os KOTOR continuam no trono das melhores experiências de Star Wars.
Aqui somos Cal Kestis, um padawan que escapou à Ordem 66 e que vive à margem do Império, mas como uma boa aventura que se preze, este é atirado para a parte funda da piscina quando é apanhado pelo seu passado; mistura-se um punhado de companheiros interessantes e um droid adorável, adicionam-se mecânicas de progresso e de combate de outros jogos e pronto: um jogo genérico, mas com uma estória (perdoem-me a expressão) brutal.
E a correr em 60 FPS?; parecia manteiga a deslizar num dia de Verão. O combate estava no ponto e a sensação de solidão durante a exploração de tumbas ou de cruzadores caídos era assombrosa.
Acabei o jogo a querer mais; mais estória, mais combate e exploração, mais Merrin. A existir sequela, agora só no final do próximo ano…

Tive sorte em tê-los jogado numa Series. Apesar dos bugs e alguns problemas, a minha experiência até que foi agradável e, pelo que li, as outras consolas viram-se gregas com o Fallen Order.
Não obstante, jogos razoáveis que me divertiram. Se valiam o preço inicial? Não, só se quisessem investir no online do Battlefront, mas agora que estão disponíveis por uma ninharia mensal? Sem dúvida! Se gostarem, comprem para terem na colecção. Ou não, fiquem-se pelo digital e poupem no espaço e no plástico.
E se não tiverem possibilidade de jogar ou interesse, espreitem só a banda sonora!

Oh, so loud.

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