Kingdom Hearts Birth by Sleep | Series X

Depois de uma pausa de meses para dar tempo ao tempo e espaço ao espaço, obrigado Kingdom Hearts 2, voltei à maratona da série com o objectivo de a terminar até ao dia 31 de dezembro de 2020.
Será possível?!
Se quiserem ler as entradas anteriores, podem ir ao Glitch Effect e ler as duas primeiras aventuras aqui e aqui – se gostarem da escrita, leiam o resto dos meus artigos e os dos meus colegas!

O Kingdom Hearts 2 deixou-me cansado, o ritmo era péssimo e a estória só pegou na segunda parte do jogo a dar para o final, e depois de um excelente prólogo!
Ao contrário das sequelas/spin-offs que vim a terminar, que não se demoravam nos mundos Disney e que combinavam com os temas do jogo quase na perfeição, o Kingdom Hearts 2 obrigou-me a uma primeira parte entediante, onde repeti os filmes de origem para regressar mais tarde e ter o grosso da intriga, com a Organization que veio marcar presença no resto da série.
Chain e 358/2 foram experiências que digeri melhor por tê-las visto, e não jogado. Mas a quantidade de estória e a respetiva importância na saga são inigualáveis.

Sigam esta ordem.

E eis que chego ao tão amado, aclamado e chorado Birth by Sleep, que volta a introduzir outro trio trágico para nos fazer sofrer. E como uma boa estória precisa de um bom início, este título situa-se antes do início de Kingdom Hearts 1, cerca de dez anos antes.


Se puder descrever este jogo com uma expressão brejeira do nosso Portugal, iria com:

Birth by Sleep é curto, grosso e dá três voltas ao pescoço.

O que quer dizer que achei o jogo curto (confere), fantástico (confere) e como temos de o passar três vezes, com as personagens Aqua, Terra e Ventus, achei que tivesse a duração certa para não aborrecer (e confere). Acreditem, eu estava com medo da repetição, mas o que encontrei foi uma delícia de jogo servida em três doses. Três grandes e sumarentas fatias de um bolo que comemos a chorar por mais.
Mas eu já tinha molhado os pés em BBS na PSP, mas por alguma razão quis jogar em Proud e não passei do mundo do Stitch – foram viagens de barco bem interessantes…, portanto, já conhecia um bocadito da fórmula e recomecei com a mesma personagem, mas no modo mais fácil. Aliás, nesta maratona, estou a passar tudo assim só para ver a estória e zero vergonha. Vergonha foi ter encalhado no mesmo mundo e no mesmo boss, mas lá avancei na coisa.

Aqua, Terra e Ventus visitam os mesmos mundos Disney, repetem os mesmos cenários, às vezes os mesmos bosses, mas os seus objectivos e dilemas são diferentes: Terra luta contra a escuridão dentro de si; Ventus é o mais novo e quer manter os seus amigos juntos, lutando contra a sua própria divisão; Aqua, das melhores personagens femininas a sair da série, está encarregue de manter a ordem entre os mundos, enquanto vigia os seus amigos, principalmente Terra.
De mundo para mundo, e já sem o filler das naves Gummi, não demoramos mais do que duas horas em cada, se tanto. Não assistimos à estória do filme de enfiada: chegamos, temos um pouco de contexto que se vai adaptar ao dilema da personagem, resolvemos a situação e partimos para a próxima aventura.

Apesar de podermos escolher a ordem das personagens, recomendo a ordem: Terra, Ventus e Aqua para que o jogo faça mais sentido e tenha mais impacto.
Cada um tem o seu estilo próprio, sendo Terra o mais forte, mas o mais lento; Ventus o mais ágil e um misto dos dois amigos e Aqua, a mais versátil em magia e carisma, claro. Durante o combate, também podemos criar ligações ao trio e a outras personagens Disney para usufruirmos dos seus estilos durante alguns minutos.
O jogo actualiza o sistema de cartas horrível do Chain of Memories para algo funcional e que nos permite adicionar e personalizar habilidades; treiná-las e evoluí-las para combiná-las e conseguirmos outras mais fortes, assim como habilidades e atributos passivos. Não há aquele stress de gastarmos um baralho ou esgotar o MP, basta esperar uns segundos e estamos de volta.
Há mesmo muito para descobrir e só na segunda ronda é que descobri outro conjunto de habilidades e ataques finais que funcionam tão bem para grupos de inimigos.

Onde a magia acontece.

Tirando um certo mundo que me obrigou a mini-jogos parvos, senti que estas 30 horas (se tanto) passaram demasiado rápido.
Ainda pensei em parar entre cada personagem para descansar, mas já estava como o Tyrone Biggums a ressacar por mais Kingdom Hearts e mais miséria – mas no meio de tantos momentos tristes, houve outros mais felizes e esperançosos, como o encontro de futuros amigos, got it memorized?; o início dos destinos fantásticos daquelas três crianças e a resposta a algumas perguntas que se abriram em mais perguntas!
São apresentados novos mundos, personagens e momentos na História, como a Land of Departure, Master Eraqus, Vanitas, a pré-Organization e a Keyblade War e, lá está, Kingdom Hearts está no seu melhor quando se afasta da Disney e se já anda a fugir de Final Fantasy por já ter pés para andar, também não precisam dela para nada porque a mitologia já é sumarenta o suficiente para não termos de sofrer a cada mundo novo… Ou, uma sugestão: novos jogos, mas com mundos de Final Fantasy!


A sede era real e saltei logo para o Re:Coded que, muito resumidamente, não vale o tempo que pedem e é muito filler. Vejam só os últimos minutos do BBS (e a missão secreta) ou os flashbacks do Dream Drop Distance e para estarem bem.
E falando em DDD, também já o terminei, assim como o Birth by Sleep – A Fragmentary Passage. Aliás, já vou no Kingdom Hearts 3, mas mais nos próximos artigos!, e quem diria que estaria a jogar Kingdom Hearts numa consola da Microsoft…

E quando achávamos que isto iria ser o Kingdom Hearts 3?

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