Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance | Series X

E aquela altura em que os jogos da NDS e da 3DS competiam pelo melhor trocadilho nos títulos? Desde que incluíssem as letras “D”, “S” e “3D, o resto era fair play.
Lá saiu o Kingdom Hearts 3D: Dream Drop Distance que, não só continuou o legado da série de arranjar títulos mirabolantes, como venceu a competição de trocadilhos: Dream Drop Distance são três palavras começadas por “D”, o que dá DDD ou 3D! (imaginem que vos estou a piscar o olho) e ainda tem o 3D antes. Apre!
E não é que me considero um sortudo? Passei de um jogo maravilhoso para outro igualmente fantástico!, e digam o que disserem das cambalhotas do enredo, a jogabilidade estava no ponto! E ainda incluíram um dos meus jogos favoritos, o The World Ends with You, que estava glorioso com os novos visuais que quero ver na recente anunciada sequela; e as músicas? Lá que fiquei derretido, fiquei.

Antes de passar ao que achei do jogo, e sem recorrer à Wikipedia, deixem-me tentar resumir o que retive do enredo (spoilers!):
Acabaram com o Ansem, acabaram com o Xenmas. E mesmo assim, o Riku e o Sora têm de fazer um exame para serem mestres das Keyblade (esqueci-me do nome do exame! Mark of Mastery? Sou péssimo nestas coisas…), só porque o introduziram no BBS.
Para tal, o par terá de mergulhar (ah!) em sete mundos adormecidos (será que são sete? Não quero ir confirmar) para os despertar – o que para Kingdom Hearts até faz algum sentido – e ganhar o poder de Despertar para salvarem o trio de BBS.
Encontram novas criaturas, os Dream Eaters, com dois sabores: os maus e os bons que nos acompanham como Pokémon (que consomem sonhos; ao invés dos Unversed do BBS que consomem emoções negativas).
Em cada mundo, o par reencontra o duo Xenmas e Ansem, acompanhados de uma outra figura misteriosa, um puto chamado Xehanort; mensagens crípticas para aqui e para ali, o jovem revela que veio de um passado bem distante com a missão de formar uma nova Organization! E precisam do Sora (de novo!).

Olhem o ursinho!

E quase que o conseguiam, se não fosse o Riku, Mickey e Lea (que é o Axel sem Xis, mas sem roupa nova porque dava trabalho a animar) – e ah, sim, os antigos membros da Organization voltaram, mas de que forma? É jogar.
O velho Xehanort acaba por regressar, tal como o Imperador no The Rise of Skywalker, e promete que, depois de duas tentativas falhadas para conseguir o Kingdom Hearts, à terceira será de vez.
O Sora, como o Ramiro, chumba no exame apesar do que conseguiu nas prequelas e o Riku torna-se no novo mestre. Nada disto afecta o rapaz porque ele é um pouco pateta alegre.
Depois dos créditos, ficamos a saber que existem mais duas pessoas a utilizar Keyblades e que que a X-Blade, ou a chave-mestra, foi dividida em vinte pedaços para bater certo com os números inventados nas prequelas: sete bons e treze ou treuze maus; sete princesas ou sete guardiões contra a Organization XIII.
Ufa, consegui! Parece que foi retirado de um sítio onde o Sol não brilha, mas gostei, gostei!, admito.
Já confessei, e repito, que prefiro quando os jogos se afastam da Disney para darem destaque a um épico do arco da velha, com personagens misteriosas e misteriosas motivações, partilhadas através de discursos misteriosos e com muita pantomima. Mesmo na casa dos trinta, continuo maravilhado com tanta treta e admito que fui um pouco duro quando a descrevi no Kingdom Hearts 2.
Não querendo massacrar o Nomura, até temos algo em comum na medida que inventamos à medida que escrevemos. Às vezes dá certo, noutras vezes criamos um Kingdom Hearts.

Inserir tema de Inception

E se não jogarem isto pela estória, joguem DDD pela jogabilidade que é uma delícia.
Não deixo de reparar que esta melhora com a evolução da tecnologia e que agora podemos brincar com novas mecânicas, como o Flowmotion, onde usamos o cenário para saltar e nos impulsionar de e contra os inimigos, com acrobacias que não seriam possíveis em gerações anteriores; depois, a gestão das criaturas adoráveis que nos acompanham e ajudam em combate: podemos criar Dream Eaters, brincar com eles, desenvolvê-los num jogo de tabuleiro, tudo ao ritmo de uma cantilena viciante.
Mas também houve uma mecânica que comecei por não gostar até passar a gostar: os Drops. E o que são os Drops?, perguntam. Os Drops são perdas de consciência que nos fazem alternar entre o Sora e o Riku. Talvez não tenha prestado atenção à coisa, mas a primeira vez que droppei foi contra um boss e entrei em pânico porque tinha muito HP!
Juro por tudo que achava que tinha perdido, mas quando me surgiu um ecrã com classificações e bónus, fiquei a coçar a cabeça sobre o que raio tinha acontecido; depois troquei para outra personagem e lá continuei até ao próximo Drop que podem atrasar com itens. Uma atenção, quando trocam de personagens, recomeçam onde pararam.
É quase como um Birth by Sleep: os mesmos mundos, duas personagens, mas com um ligeiro twist à Inception.
Uma nota especial ao mundo do Tron que estava incrível com aqueles gráficos e queria mais sequelas com aquela estética; ou outro filme de Tron.

O tempo está a contar…

Esta compilação também incluía um prólogo: o Birth by Sleep – A Fragmentary Passage que nos devolve o controlo da Aqua e que é bastante experimental, antevendo um Kingdom Hearts 3 em termos de evolução gráfica e de jogabilidade. É bastante curto e acaba de uma maneira engraçada que não irei partilhar aqui, mas que vos deixará com um sorriso parvo.
Por último, a longa metragem Kingdom Hearts χ Back Cover que nos abre a boca e enfia mais perguntas quando devíamos estar no final de uma série. Fiquei bastante confuso, mas bastante maravilhado porque sou fácil.
De alguma forma, conseguiram ligar à mitologia de Kingdom Hearts, à guerra das Keyblades, introduziram uma caixa misteriosa e cá estamos, à espera de qualquer coisa no final.
E falando em finais, estou prestes a terminar o último jogo. Até já.

Dawww

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