Ys Origin | Nintendo Switch

Ys conta a estória de Adol e das suas aventuras fantásticas por… Esperem, Ys errado!, ainda não existe nenhum Adol!
Vamos lá: 700 anos antes do primeiro jogo, mas lançado (um, dois, três…) seis ou sete jogos depois do primeiro, a Nihon Falcom achou que era melhor explicar tudo desde o início, ou desde antes do início.
Se o lore de Ys já era rico e vasto, só ficou a ganhar com esta entrada. E eu, que me estreei pelo oitavo jogo, Ys VIII: Lacrimosa of Dana, só tenho a agradecer pela oportunidade e pelo investimento na Nintendo Switch. Agora, só posso esperar que o resto da série também seja lançado e com edições físicas (sem recorrerem a serviços de edições limitadas).

Antes de irmos ao grosso da coisa, quero só dizer que a Falcom Sound Team jdk rebentou com a banda sonora deste Ys; eu já tinha lido e ouvido umas coisas aqui e ali, mas tudo fora de contexto. E se já gostava da do VIII, então esta?, das batidas mais pesadas com aquele oomph gostoso para dizimarmos hordas de inimigos, às melodias mais melancólicas para sentirmos sentimentos. Há muito amor e muito esforço investido para nos injectarem com doses de adrenalina pura para ascendermos à torre, não uma, mas três vezes!

Origin abre com o único diálogo falado do jogo e que está em francês, o que me assustou porque pensei ter comprado a versão errada!, mas quando investiguei, ninguém sabia o motivo para a intro começar assim – acharam chique, sei lá.
Já descansado, fui introduzido ao lore que inicia a saga: havia uma terra próspera chamada de Ys, repleta de magia graças a um artefacto conhecido por Black Pearl.
Como é apanágio nestes contos, nem tudo corre bem e uma horda de demónios invade Ys, forçando as duas deusas, Reah e Feena, a usar o poder da pérola para erguer aos céus, o templo onde todos se refugiaram. Mas os demónios também ergueram a sua própria torre, de onde passaram a investir.
Aproveitando o caos da batalha, as duas deusas desceram com a pérola sem darem cavaco a alguém. As autoridades máximas viram-se obrigadas a formar uma equipa de salvamento, composta por guerreiros e magos, para as trazer de volta. E começam as aventuras que nos levam a desvendar as verdadeiras motivações das deusas, o mistério da pérola e os destinos dos nossos heróis.

Protecc

Numa belíssima arte pixelizada (que preferi ao 3D do Ys VIII), começamos por escolher entre Yunica, uma guerreira incapaz de manipular magia, mas ágil e forte e Hugo, um mago em ascensão que recorre aos seus Eyes of Fact para atacar – no fim destas duas campanhas, podemos jogar com o The Claw, uma personagem misteriosa, e não a mão do Jim Carrey no filme Liar, Liar.
Convém frisar que Ys Origin não oferece uma estória com três perspectivas, mas três estórias alternativas: o mapa é sempre o mesmo, a torre; idem para os inimigos e alguns puzzles. Apesar de estas e respetivas interações entre personagens serem interessantes, torna-se cansativo ter de repetir o jogo de seguida (tive de jogar e analisar outros pelo meio). Não fosse o combate aliciante, umas vezes hack and slash, outras shoot ‘em up, e tinha ido ver o resto à Internet.
Mas o jogo é divertido em várias frentes: desde as estórias simples, mas que me tocaram nos botões certos, à banda sonora, gráficos e desempenho na híbrida da Nintendo.
Termino com esta comparação: achei Ys Origin quase como um Diablo nipónico que solidificou o meu interesse na série Ys – só que em vez do clique clique do rato, era o tap tap dos Joy-Con que aguentaram a violência sem drift. Até a um próximo Ys!

Oof


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