Titanfall 2 | Series X

Titanfall 2 ou como poupei uns trocos.
A bem dizer, se estou a pagar pelo Game Pass, então paguei pelo jogo – não acumulo é plástico, olé!
Não tenho muito para dizer sobre a minha experiência, apenas que fui pela curiosidade e pelas acoladas à campanha que foi curta, curtinha, e que acabou quase a seco, com a promessa de uma sequela que, provavelmente, nem virá.

O meu género de eleição são os RPG, mas também gosto de enfiar outras experiências para ir variando. Tenho um fraco pelos CoD e semelhantes bélicos para relaxar e admirar o caos à la Michael Bay. E sim, também aprecio os filmes do senhor, dêem-me um Armageddon que vejo-o em loop. E Titanfall 2 ia ao encontro (nunca de encontro) do que estava a precisar: estardalhaço e Oorah.
De certa maneira, tive isso, mas parecia que lhe faltava algo: alma. O jogo NÃO é mau, mas sinto que os semelhantes Advanced e Infinite Warfare puxaram mais por mim e deram-me mais razões para apertar o gatilho.
No entanto, se vir as coisas por este prisma, a campanha também só serviu como treino para o modo multiplayer.

E eu devia ter gostado de Titanfall 2 porque é uma aventura de ficção científica, e eu gosto de sci-fi, que nos coloca nas botas de um Jack Cooper, um soldado que se vê obrigado a pilotar um dos Titans do jogo, o BT-7274. Aquando da morte do seu superior, também fica encarregue de concluir a sua missão original: localizar o Major Eli Anderson para além das linhas do inimigo e levar o seu lado à vitória.
Sem revelar mais, não esperem uma intriga muito complexa. Existem duas facções aos tiros, um grupo de mercenários cliché e sem personalidade, saltos e acrobacias que desafiam a gravidade, mechas e uma tentativa de forçar uma relação entre mecha-piloto para sentirmos alguma coisa, mas tive mais empatia pelo cavalo do Jin (Ghost of Tsushima) do que pelo BT. Talvez se o jogo fosse mais longo para as personalidades das personagens terem tempo para se desenvolver?

Riddles in the dark

No entanto, houve uma única e curta secção que achei brilhante, mas que podia ser uma mecânica melhor aproveitada.
Durante a estória, recuperamos um aparelho que nos permite saltar entre duas linhas temporais: passado e presente; no presente, está tudo destruído, mas o passado continua normal. E é tão divertido pular entre os dois, surpreender e brincar com os inimigos que ficam à nora; atravessar certas partes do mapa que estão bloqueadas em tempos diferentes ou apanhar munições no passado, onde abundam.
E como não podemos ter coisas boas, tiram-nos isso e voltamos a um jogo (bocejo) genérico. É que nem pilotar um Titan me deixou excitado…

Nem posso dizer que era assim tão vistoso porque nem o era; a mistura de som também era mázita, parecia que estava a ver o Tenet com o comando na mão, aumentava o volume nos diálogos e reduzia no resto. Claro, o problema até podia ser do meu sistema de som, mas quando estão a jogar o Doom 2016 na mesma consola, com o mesmo sistema de som e calibrações, e com um som mais preciso e equilibrado, então algo de errado não está certo.
Volto a dizer, este Titanfall 2 não é um jogo mau, é um jogo com boas ideias executadas, mas com pouco sal. Vai daí, a Respawn Entertainment fez os TPC, pegou em tudo o que estava bom neste Titanfall 2 e criou um Fallen Order (que também já analisei) ainda melhor.
E tudo está bem no mundo.

Isto devia ser mais fixe!

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