Há Dias,

repus a minha conta do Windows e acabei por sincronizar as definições do Chrome.
Quando terminei, reparei que todos os marcadores, sites, entre outros, de há quase dez anos reapareceram… Entre eles, os meus blogues.
Abri o Blário, o canto que inspirou esta nova versão, e meti-me a ler as tolices que dizia há anos. Textos mal escritos, mal pensados e mal interpretados que me deixaram um tanto constrangido, mas também enternecido pela inocência da coisa. A partir de 2010, o tom das entradas mudou bastante quando antes eram sobre jogos, slice of life, lamechas ou parvoíces. Aqui e ali, já havia dicas de uma ansiedade ou problema que ainda hoje perdura.

Depois, espreitei os parceiros da blogosfera. Uma comunidade que, na altura, escrevia quase todos os dias e se comentava e, às vezes, até se juntava. Estão sem entradas desde há anos, mas… uma das minhas bloggers favoritas escreveu há quatro meses sobre este tema. Deixei-lhe um comentário, pode ser que daqui a uns anos o veja!
Uma delas, a humming, chegou até a trocar cartas à moda antiga comigo. Como saltava entre casas, nunca lhe soube o endereço real, apenas o apartado. Também nunca lhe soube números ou cara. Hoje, o mail está desactivado, o blogue não existe e desconheço se vive, se morreu, se está realizada na vida e se conseguiu tudo o que queria.

Não quero dizer que o microblogging killed the blogging star, mas a verdade é que muitos já não têm tempo nem disponibilidade para ler paredes de texto; vaguear pelo Google Reader, Feedly etc, ler tudo o que foi escrito durante a noite e repetir. Ou porque preferem a efemeridade do scroll down ou, tal como estes bloggers que sumiram, também cresceram e têm mais do que fazer.
Mas como apaixonado pelo slice of life, independentemente do formato, caramba se não tenho saudades de ler as aventuras, pensamentos, contos, asneiras daquela gente toda.
Uma imagem pode valer mais do que mil palavras, mas quem mas tira, tira-me tudo.

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